Grupo criado em 2008, na cidade de Porto Alegre-RS, são 17 anos de trabalho e dedicação especial à formação de plateia.
Seu espetáculo de lançamento que atingiu rápida repercussão foi uma livre adaptação de “O Negrinho do Pastoreio” que cumpriu temporada por três anos seguidos. Em 2008 o diretor da Cia já integrava o elenco do Infantil Pandorga, programa veiculado na TVE-RS e aí permaneceu até 2013 atuando, manipulando, confeccionando bonecos e adereços e auxiliando na produção. Em 2010 o grupo é convidado a participar da equipe do espetáculo “Jogos de inventar, cantar e dançar” do coletivo Bando de Brincantes sob a direção de Jessé Oliveira, a peça recebeu diversos prêmios e o grupo foi corresponsável por idealizar e construir as cenas com bonecos e objetos que permeavam o espetáculo musicado.
Em 2012 a primeira incursão internacional, Argentina e Peru em festivais de teatro de animação, atualmente o grupo já contabiliza mais de vinte Festivais Internacionais em países como Argentina, Colômbia e Peru.
Em 2010 o grupo cria a Mostra SustentAÇÃO de teatro de bonecos, com objetivo de gerar um espaço de visibilidade para a cena bonequeira jovem do Estado, interagindo com outros artistas de maior currículo. A Mostra cumpriu três edições no formato de espetáculo livre para teatro de animação (2010, 2011 e 2012), e quatro edições no formato mostra de teatro em miniatura (2016, 2017, 2018 e 2019), mais em consonância com a proposta base original de sustentabilidade ambiental.
Em 2012 nasce o espetáculo com maior número de apresentações (já ultrapassa 400) e premiado em festivais pelo interior do Estado “As aventuras do Palhaço Sebastião”, uma livre adaptação inspirada no mamulengo, boneco patrimônio brasileiro.
Em 2015 inicia-se a experimentação do grupo no teatro de caixa lambe-lambe, de onde origina-se a ideia da Mostra já citada e também a formação de um coletivo de “lambe- lambistas” chamado Caixa de Pandora.
Integrou as equipes do projeto de oficinas “Olha o Auê aí” (2012) e Mais cultura nas escolas (2013). Em 2018 estreou seu espetáculo comemorativo aos dez anos de existência: Bandele. Livremente inspirado no livro homônimo de Eleonora Medeiros. O espetáculo recebeu indicação aos prêmios "Tibicuera", maior premiação das artes cênicas da cidade de Porto Alegre, nas categorias: melhor trilha sonora infantil e melhor ator coadjuvante infantil. O espetáculo também foi lembrado pelo prêmio virtual "Olhares da cena", em diversas categorias, com reconhecimento como melhor elenco de 2024, no mesmo ano a peça integrou o Porto Alegre em Cena e o Festival para infâncias FESTECRI. Em 2019 o trabalho foi premiado no Festival Nacional de teatro de Floriano -PI como melhor espetáculo infantil, além de ter recebido indicações em todas categorias do evento, exceto maquiagem. Durante a pandemia de COVID-19 o grupo retomou os trabalhos de forma virtual criando um projeto audiovisual: "Páginas Amarelas - vida e obra de Carolina de Jesus", primeiro espetáculo adulto, com destaque para uma intensa pesquisa de acessibilidade levando à cena a intérprete de libras como parte do elenco e trazendo recursos de audiodescrição, o projeto foi contemplado em edital da Lei Aldir Blanc recebendo financiamento para sua execução. O espetáculo, em sua versão virtual, foi contemplado com Prêmio Especial do Júri, no Festival Internacional de Teatro de Rosário Do Sul (edição online) 2021, justamente pelo mérito de sua pesquisa. Em 2022 reestreia sua obra sobre a história do Negrinho do Pastoreio, em outro formato "Trapos e Farrapos - Negrinho", tendo tido reconhecimentos em espetáculos importantes no Estado. Em 2024 recebe indicações pelo espetáculo adulto "Carolina e Outras Vozes", nos prêmios Quero -Quero de artes cênicas e no prêmio Açôrianos de teatro. Em 2025 nasceu a primeira obra para espaços abertos e de rua "O Lanceirinho Negro", uma adaptação da obra homônima de Angela Xavier, escritora, professora e uma figura importante na luta antiracista no Rio Grande do Sul. Que entre várias apresentações integrou a programação do importante festival Palco Giratório, edição Porto Alegre. Também em 2025 a cia cumpre circulação de repertório com três espetáculos que se apresentam em 10 cidades do interior e região metropolitana do RS, com financiamento da PNAB, através de edital da SEDAC-RS.
Ficha técnica:
Diretor geral e produção executiva: Anderson Gonçalves
Elenco geral: Anderson Gonçalves, Mari Falcão, Yannikson, Sergio Nardes, Renato Muller, Alessandra Souza,Bruno Fernandes, Rafa de Deus, Silvana Sílvia, Sílvia Duarte, Mayura Matos, Ajeff Ghenes, Jane Oliveira.
Figurinistas: Mari Falcão e Marion Santos
Responsável técnica: Vigo Cigolini
Diretores convidados: Leandro Silva e Mayura Matos
Acessibilidade: Ketelin Oliveira (Libras) Letícia Schwartz (assessoria em audiodescrição)
Produção: Trupi di Trapu
